sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Outras estruturas de tecidos - Fusão, ligação, laminação e malimo.

Outras estruturas de tecidos - Fusão, ligação, laminação e malimo.


A fusão, a ligação, a laminação e o malimo são processos modernos que utilizam substâncias adesivas e o calor para agregar fibras curtas ou unir tecidos entre si.

Característica da estrutura de fusão



Fusão. Processo semelhante à feltragem, exceto pelo fato de utilizar um aglutinante para ligar as fibras (geralmente de algodão ou de rayon).
O tecido obtido poderá ser do tipo utilizado como entretela.


Característica da estrutura de ligação e laminação



Ligação. É um processo pelo qual se unem dois ou mais tecidos por meio de uma substância adesiva. Combina-se, normalmente, uma malha ou um tecido de estrutura pouco compacta com um forro leve. Se uma das camadas for constituída por material vinílico ou espuma, o produto torna o nome de laminado.


Característica da estrutura malimo



Malimo. É um tipo de construção em que os fios da trama são dispostos sobre os da teia e ligados seguidamente em ponto de cadeia por um terceiro fio.  Estes tecidos levam o nome da máquina onde são produzidos.

Pode variar-se o processo básico, resultando uma infinidade de tecidos cuja gama de aplicações vai desde casacos a cortinados e estofados.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Estrutura de entrançamento dos tecidos elásticos.

Estrutura de entrançamento dos tecidos elásticos.

O entrançamento é uma técnica muito antiga.

Característica da estrutura de entrançamento.



Entrançamento. É o tipo de construção em que se utilizam três ou mais fios provenientes de uma única origem, os quais são entrelaçados longitudinalmente em diagonal.

Existem duas formas de entrançamento: liso e tubular. De qualquer delas resulta num tecido estreito e flexível.
Por entrançamento obtêm-se debruns, cordões e elásticos.





segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Estrutura de enredamento dos tecidos tipo renda

Estrutura de enredamento dos tecidos tipo renda

O enredamento é uma técnica muito antiga.

Característica da estrutura de enredamento



Enredamento. É o processo de construção em que os fios formam nós nos pontos em que se interceptam, mantendo-se deste modo unidos entre si.
É possível variar esta estrutura de malha aberta de modo a fabricar tecidos tão pesados como uma rede de pesca ou tão delicados como a parte em rede de uma renda fina.




sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Como é feito o feltro.

Como é feito o feltro.

Como é a estrutura do feltro.
Existem vários tecidos que, devido aos seus processos especiais de construção, não podem ser considerados nem como malhas nem como tecidos de tear. No entanto, revestem-se de uma importância que justifica a sua referência.
A feltragem, por exemplo, é um dos processos mais antigos de fabricar tecidos que, segundo alguns historiadores, pode mesmo ser anterior à tecelagem.
Embora pouco utilizado em vestuário, tem grande aplicação em acessórios e decoração.

Característica da estrutura de feltragem.



Feltragem. É um processo pelo qual se agrupam fibras curtas que passam a formar uma camada emaranhada mediante a aplicação de calor úmido e pressão.
A lã é a fibra mais utilizada neste processo devido à sua tendência natural para feltrar. Os feltros não se desfiam; no entanto, rasgam-se facilmente e encolhem quando umedecidas.




quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Como são as estruturas das malhas de trama 2

Como são as estruturas das malhas de trama 2
Malhas de trama parte 2

Característica da estrutura da malha cotelê.





Malha cotelê. Construção simples em que as filas de meia e de liga se encontram dispostas de tal modo que ambos os lados, direito e avesso, são idênticos. As malhas cotelês de grande elasticidade e pouco deformáveis no sentido transversal, estão especialmente indicadas para punhos e cós.


Característica da estrutura da malha de fantasia.





MaIhas de fantasia. Variantes complexas tendo por base as malhas de meia e de liga. O ponto cotelê torcido é um exemplo típico deste tipo de malhas.


Característica da estrutura da malha dupla.





Malha dupla. Resulta do funcionamento simultâneo de dois conjuntos de fio-agulha. As malhas duplas são encorpadas e possuem elasticidade reduzida. Conforme o padrão, o direito e o avesso podem ser iguais ou diferentes. Algumas malhas duplas assemelham-se aos padrões com relevo e Jacquard.


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Como são as estruturas das malhas de trama 1

Como são as estruturas das malhas de trama 1
Malhas de trama parte 1
Um tecido de malha de trama é construído apenas com um fio que forma carreiras contínuas de laçadas no sentido horizontal (da trama). Como os pontos de máquina são fundamentalmente iguais aos executados à mão, as características das malhas são semelhantes; a elasticidade é maior no sentido da largura do que no do comprimento e uma laçada que se rompe vai libertar outras na vertical.

Existem dois tipos distintos de malhas de trama — simples e duplas.
Nas simples a elasticidade pode ir de média a elevada, o que torna o seu uso muito agradável. Estas malhas podem, no entanto, deformar-se nas zonas mais sujeitas a esforço.
As malhas duplas são encorpadas e estáveis como os tecidos de tear.


Característica da estrutura da malha de jérsei simples (meia).





Malha de jérsei simples (meia).
Construção simples em que as laçadas ficam no avesso do tecido. O lado do direito é liso, com espinhas no sentido longitudinal; o avesso apresenta filas horizontais de semicírculos. Possui maior elasticidade no sentido da largura do que no do comprimento.


Característica da estrutura da malha de liga.





Malha de liga. Construção simples em que as filas horizontais de laçadas ficam alternadamente do direito e do avesso, de que resulta um ponto de liga de ambos os lados do tecido. Apresenta a mesma elasticidade nos sentidos transversal e longitudinal, o que a torna apropriada para vestuário infantil.



sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Como são as estruturas das malhas de teia

Como são as estruturas das malhas de teia

Malhas de teia
Este tipo de tecido de malha é obtido a partir de numerosos fios formando laçadas simultaneamente e no sentido do comprimento (teia). A cada fio corresponde uma agulha que o controla e entrelaça com os fios adjacentes, seguindo um traçado em ziguezague.

Este sistema de entrelaçamento produz tecidos de elasticidade reduzida, nos quais geralmente não caem malhas, numa gáma que inclui desde rendas finas a imitações de peles.




Em virtude das suas estruturas complexas, as malhas de teia apenas podem, ser fabricadas à máquina.

As gravuras abaixo mostram os tipos mais comuns: tricô e raschel; existem ainda crochês (semelhantes aos trabalhados à mão) e símplexes (tricôs duplos).

Característica da estrutura de tricô de teia simples



Malha tricô. Consiste num cotelê fino no lado, do direito e fieiras planas, em espinha, no lado do avesso. Pode ser de estrutura de teia simples, dupla ou tripla, Diferenças técnicas não visíveis afetam o comportamento do tecido.

Característica da estrutura de tricô de teia dupla



Ao contrário do que acontece nos tricôs de teia simples, nos de teia dupla ou tripla não se verifica a queda de malhas. Nestes tricôs utilizam-se normalmente fios finos sintéticos ou de algodão.

Característica da malha raschel típica
Malha «raschel». Compreende uma vasta gama de tecidos, desde malhas finas a malhas com pêlo. O padrão mais característico apresenta uma estrutura aberta onde alternam fios grossos e finos.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Características dos tecidos tipo Malhas.

Características dos tecidos tipo Malhas.

Estruturas dos tecidos de malha
Os tecidos de malha são constituídos por uma série de laçadas interligadas que resulta numa estrutura flexível. Embora a elasticidade seja uma característica de todos os tecidos de malha, estes podem, possuí-la em maior ou menor grau, conforme o fio e a estrutura que foram utilizados na sua fabricação.
Há dois tipos básicos de malhas: malha de trama e malha de teia. A primeira deriva das técnicas antiquíssimas das malhas feitas à mão. A segunda, uma inovação mais recente, é produto de máquinas complexas.

Há documentos que provam a existência de máquinas de tricotar a partir de 1589. As máquinas atuais, muito aperfeiçoadas, produzem uma infinidade de tecidos desde malhas finas para lingerie a malhas grossas para camisolas, e mesmo malhas com pêlo e desenho Jacquard.



Nas publicações:
Como são as estruturas das malhas de teia,
Como são as estruturas das malhas de trama 1 e
Como são as estruturas das malhas de trama 2.

Descrevem-se alguns tipos de malhas, para o que se utilizam os seguintes termos: ponto de meia (ou malha do direito) — ponto básico no qual as laçadas são puxadas através da parte da frente da malha anterior; ponto de liga (ou malha do avesso) — ponto básico em que as laçadas são puxadas através da parte de trás da malha anterior.

A combinação destes dois pontos básicos permite realizar todas as variantes.
- Cotelê corresponde a carreiras de laçadas no sentido do comprimento;
- Fileiras correspondem a carreiras de laçadas no sentido da largura (compare-se com a teia e a trama dos tecidos fabricados em tear);
- Gauge indica o número de malhas por centímetro. Quanto mais elevado for o seu número, mais fino será o tecido.

Os tecidos de malha podem apresentar-se sob a forma tubular ou lisa. No último caso, alguns possuem beiradas picotadas longitudinais semelhantes às ourelas dos tecidos de tear.



segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Como são as estruturas dos tecidos de tear 4

Como são as estruturas dos tecidos de tear 4
Tecidos obtidos por tecelagem parte 4 (final)

Característica da estrutura com relevo.





Estrutura com relevo. Estrutura com desenho normalmente geométrico, produzido por um acessório especial (a maquineta), acoplado a um tear de estrutura tafetá. Este acessório eleva e baixa certos fios da teia de modo que esta e a trama se entrelacem num padrão que varia constantemente. A gravura mostra a forma de losangos.
Exemplo de tecido: piqué.


Característica da estrutura Jacquard.





Estrutura Jacquard. Estrutura com desenho, mas mais complexa do que a anterior. Por meio de uma mecânica Jacquard, é possível controlar separadamente os fios da teia e da trama de modo a formar desenhos muito elaborados. Os tecidos Jacquard são normalmente de preço elevado.
Exemplos de tecidos: damasco, brocado, tecidos para decoração.


Característica da estrutura de gaze.





Estrutura de gaze. Estrutura de malha aberta produzida por um acessório especial acoplado ao tear. Este acessório altera constantemente a posição dos fios da teia, de modo que estes tomem a forma de um oito em torno dos fios da trama.
Exemplo de tecido: marquisette.


sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Como são as estruturas dos tecidos de tear 3

Como são as estruturas dos tecidos de tear 3
Tecidos obtidos por tecelagem parte 3

Característica da estrutura cetim





Estrutura cetim. Uma das estruturas básicas na qual cada fio da teia passa sobre quatro a oito fios de trama, numa disposição em ziguezague semelhante à da sarja. Os fios que predominam do lado do direito do tecido, designados por saltados, conferem ao cetim o seu brilho característico.
Exemplos de tecidos: peau de soie, sablé.


Característica da estrutura com pêlo.





Estrutura com pêlo. Obtém-se acrescentando um fio de trama a uma estrutura tafetá ou sarja. Por meio de um acessório especial, este fio vai surgir no direito do tecido sob a forma de laçadas. Estas podem ser cortadas, como para a pelúcia, aparadas, como para o veludo, ou ainda manter a sua forma de laçada, como no tecido turco.
Exemplos de tecidos: bombazina, veludo, imitações de peles.


Característica da estrutura de brocado.





Estrutura de brocado. Para obter esta estrutura, utiliza-se um fio da trama que forme um círculo ou qualquer outra figura sobre a superfície da estrutura de base. De um desenho para o outro, o fio extra segue pelo avesso, sendo cortado no final da tecelagem.
Exemplo de tecido: cambraia suíça.



quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Como são as estruturas dos tecidos de tear 2

Como são as estruturas dos tecidos de tear 2
Tecidos obtidos por tecelagem parte 2

Característica da estrutura sarja.





Estrutura sarja. Uma das três estruturas fundamentais em que o fio da trama passa sobre pelo menos dois, mas nunca mais de quatro, fios da teia. Em cada nova passagem a trama avança uma unidade para a direita ou para a esquerda, formando uma estria em diagonal.

Exemplos de tecidos: sarja, gabardina e danine.

Característica da estrutura em espinha.





Estrutura em espinha. Variante da estrutura sarja em que as estrias em diagonal se apresentam em duas direções, formando um desenho em ziguezague. Utilizando fios de cores contrastantes, este efeito torna-se ainda mais evidente.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Como são as estruturas dos tecidos de tear 1

Como são as estruturas dos tecidos de tear 1
Tecidos obtidos por tecelagem parte 1
Todos os tecidos de tear são produzidos pelo entrelaçamento de dois tipos de fios: os da teia (dispostos no sentido do comprimento) e os da trama (no sentido da largura). Os fios da teia são primeiramente estendidos no tear e dispostos de tal modo que possam ser alternadamente baixados e levantados pela ação das lâminas, ou perchadas (armações móveis). Os fios da trama são depois dispostos perpendicularmente à teia pela lançadeira. A estrutura do tecido pode ser modificada alterando o padrão de entrecruzamento da teia e da trama.

Existem três tipos fundamentais de estruturas — tafetá, sarja e cetim —, sendo os restantes, na sua maioria, variantes destes três tipos. Excetuam-se as estruturas Jacquard.

Todos os tecidos produzidos em tear possuem um arremate lateral no sentido do comprimento, que se designa por ourela. Verifique sempre se os fios da trama se apresentam perpendiculares às ourelas; este fato constitui uma indicação de que o tecido se encontra com o fio reto, o que é particularmente importante na operação de corte.

Característica da estrutura tafetá.





Estrutura tafetá. Neste tipo de estrutura, a mais simples, os fios da trama passam alternadamente sobre e sob os da teia. A tenacidade varia em função da resistência dos fios e da compacidade da sua estrutura. Esta estrutura constitui a base da maioria dos tecidos estampados.
Exemplos de tecidos: musselina, voile, percal.


Característica da estrutura cesto.





Estrutura de cesto. Variante da estrutura tafetá. Nesta estrutura cruzam-se fios duplos ou múltiplos, os quais são colocados lado a lado sem que sejam submetidos a torção. Este fato torna esta estrutura mais aberta, menos firme e normalmente menos durável que a estrutura tafetá.
Exemplo de tecido: cânhamo.

Característica da estrutura canelada





Estrutura canelada. É uma variante da estrutura tafetá onde fios finos alternam com grossos ou simples com múltiplos. As diferentes espessuras podem apresentar-se dispostas paralela ou perpendicularmente, como na gravura acima, produzindo um efeito de cordão. A sua duração é limitada devido ao atrito a que estão sujeitos os fios.
Exemplos de tecidos: faille, otomana.


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Como são feitos os tecidos texturizados

Como são feitos os tecidos texturizados

Por meio da texturização produz-se a variação do filamento.

Neste processo, um fio termoplástico é fundido e fixado sob a ação do calor, de modo a imprimir um frisado especial à sua superfície lisa. Este tratamento aumenta a área do fio, conferindo-lhe maior elasticidade, volume e poder de absorção.
O fio elástico é obtido através deste tratamento.





Fio texturizado.
É um filamento feito pelo homem, submetido a tratamentos especiais para adquirir determinados efeitos de ondulação.
Alguns destes fios constituem a base dos tecidos elásticos obtidos por tecelagem; outros fios permitem obter tecidos de suavidade e volume semelhantes aos naturais.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Como são feitos os tecidos por filamento

Como são feitos os tecidos por filamento
Os fios de que são feitos os tecidos.
Os fios são conjuntos de fibras utilizados no fabrico de tecidos de tear e malhas. Há dois tipos básicos de fios: o fio propriamente dito (obtido por fiação) e o filamento, cada um com variantes que conferem características diversas aos tecidos com eles fabricados.

Designa-se por filamento o fio (de vários metros de comprimento) obtido por desnovelamento do casulo do bicho-da-seda ou por extrusão através de fieiras da solução química de que se fabricam as fibras sintéticas.



Filamento. É um fio longo e macio, desenrolado do casulo do bicho-da-seda ou obtido por extrusão de uma solução química. Pode tomar a forma de monofilamentos (filamentos simples), multifilamentos (dois ou mais filamentos torcidos conjuntamente) ou pode ser cortado em pequenos segmentos.

O filamento é normalmente macio, fino e escorregadio. Utiliza-se um filamento simples, ou monofilamento, para tecidos finos como os de cortinados transparentes ou de meias.


Com multfilamentos, compostos por duas ou mais unidades, fabricam-se tecidos que apresentam maior resistência e são mais opacos do que os de monofilamentos.





Fio múltiplo (fio retorcido). Consiste em dois ou mais fios torcidos conjuntamente, sendo o número de unidades (cabos) indicado geralmente pela designação de 2 cabos, 3 cabos, etc. Quando os fios agrupados são de espessura ou grau de torção diferente, obtém-se um fio de fantasia, como o fio mesclado ou bouclé..





segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Como são feitos os tecidos por fiação.

Como são feitos os tecidos por fiação.
Os fios de que são feitos os tecidos.
Os fios são conjuntos de fibras utilizados no fabrico de tecidos de tear e malhas. Há dois tipos básicos de fios: o fio propriamente dito (obtido por fiação) e o filamento, cada um com variantes que conferem características diversas aos tecidos com eles fabricados.

O fio propriamente dito (obtido por fiação) obtém-se por torção conjunta de fibras curtas, que se transformam deste modo em algo contínuo e de grande comprimento. O algodão, a lã e todas as fibras naturais, exceto a seda, encontram-se unicamente sob a forma de fibras, em virtude de o animal ou a planta imporem limitações no que se refere ao comprimento.

As fibras naturais são primeiramente limpas, selecionadas, agrupadas por comprimentos e empacotadas.



Fio obtido por fiação. É composto por fibras curtas torcidas conjuntamente de modo a formarem uma trança contínua. A trança pode ser constituída por um ou mais tipos de fibras. Os fios mais resistentes e mais macios são os obtidos a partir das fibras mais longas, submetidas a uma elevada torção.

Por vezes, as fibras são submetidas a uma segunda escolha mais rigorosa que se denomina penteação.

Na penteação as fibras mais compridas são separadas e agrupadas em feixes (fitas). São estas fibras que dão origem aos fios de algodão penteados ou aos fios de lã estambre ou penteados, base de tecidos de alta qualidade.

As operações finais do processo de fiação são a estiragem (que consiste em fazer deslizar as fibras umas sobre as outras no sentido do comprimento) e a fiação propriamente dita (em que as fibras são torcidas em conjunto de modo a formarem um fio contínuo). O maior ou menor grau de torção do fio reflete-se no aspecto e na duração do tecido.

Os fios destinados a tecidos com pêlos, por exemplo, recebem uma torção pouco acentuada; os que se destinam a tecidos de superfície macia, como a gabardina, recebem uma torção um pouco mais forte; finalmente, um grau de torção máximo é indicado para tecidos frisados, como o crepe.

Existem sistemas de numeração especiais para designar a espessura dos fios simples. No caso de fios obtidos por fiação, quanto mais elevado for o número, mais fino é o fio (sistema indireto de numeração).



sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Corte e costura: Tipos de tecidos de fibras sintéticas e seus cuidados.

Corte e costura: Tipos de tecidos de fibras sintéticas e seus cuidados.
Todas as fibras sintéticas são, na sua origem, soluções químicas que passam através de orifícios minúsculos (as fieiras) para uma câmara-de-ar ou um banho químico onde se solidificam, formando os filamentos. Caso não sofram tratamento posterior (texturização ou fiação), estes filamentos são macios e escorregadios, o que contribui para que alguns tecidos sintéticos tenham tendência para desfiar.

As fibras sintéticas são também extremamente elásticas, não se amarrotando portanto; por outro lado, quase todas apresentam uma baixa porosidade e uma capacidade de absorção reduzida. As fibras sintéticas são, na sua maioria, termoplásticas, como, por exemplo, o náilon, isto é, podem ser moldadas sob determinadas condições de temperatura e pressão, permitindo a obtenção de interessantes variações de textura, quer nos fios, quer no próprio tecido.

Características dos tecidos de fibras sintéticas:


FIBRAS SINTÉTICAS

Fibras e marcas comerciais

Características

Tecidos típicos e aplicações

Cuidados a ter

Poliolefinas.

Courlene
Cournova
Meraklon.

Não absorventes;
Más condutoras do calor;
Difíceis de tingir;
Não provocam alergias;
Sensíveis ao calor.

Tecidos normalmente volumosos, mas leves, com um toque semelhante ao da lã.
Utilizadas em roupa exterior, como enchimento e para estofados.

Podem ser lavadas à máquina em água morna; utilize um amaciador no último enxaguamento.
Seque à máquina à temperatura mínima.
Passe a ferro à temperatura mínima ou não passe.

Fibras de vidro.

Fibreglass
Marglass

Resistentes;
Não absorventes;
Não amarrotam;
Baixa afinidade para os corantes;
Pouco resistentes ao atrito;
Não são atacadas por grande número de substâncias químicas nem pela luz solar;
Resistem à chama.

Tipos de tecido variando dos muito finos e leves a ásperos e pesados.
Utilizados principalmente em cortinas, cortinados e estofados.

Recomenda-se normalmente a lavagem à mão.
Permitem o uso de água sanitária no caso de tecidos brancos.
Normalmente dispensam o ferro.

Metálicas

Frágeis;
Não absorventes;
Perdem o brilho, exceto quando revestidas de plástico;
Sensíveis ao calor.

As fibras são normalmente revestidas com plástico, poliéster ou acetato, de que resultam tecidos brilhantes.

Lavagem normal ou limpeza a seco, conforme as instruções.
Não utilize temperaturas elevadas nem ao lavar nem ao passar a ferro.


Existe uma grande variedade de termos para a identificação das fibras sintéticas, o que poderá originar uma certa dificuldade. No entanto, este problema é minimizado quando se conhecem as diferenças entre o nome genérico para um tipo de fibra e o nome comercial utilizado pela empresa produtora. Assim, por exemplo, Orlon, Acrilan e Vonnel são marcas registadas de uma fibra acrílica. Uma fibra registada sob determinada marca comercial pode apresentar ligeiras diferenças relativamente a outras do seu grupo genérico; porém, terá a mesma estrutura química e, por conseguinte, características similares. As misturas de fibras são obtidas por combinação de duas ou mais fibras diferentes.


FIBRAS SINTÉTICAS

Fibras e marcas comerciais

Características

Tecidos típicos e aplicações

Cuidados a ter

Acrílicas.

Acrilan
Courtelle
Crylor
Dralon
Kolan
Leacril
Orlon
Vonnel

Resistentes;
Pouco absorventes;
Más condutoras do calor;
Não amarrotam;
Tingem bem;
Boa resistência à ação da luz solar;
Resistentes ao bolor e à traça;
Acumulam eletricidade estática;
Têm alguma tendência para formar bolinhas;
Sensíveis ao calor.

Principalmente tecidos macios ou com pêlo.
Frequentemente em combinação com outras fibras.
Utilizadas em sueteres meias e vestidos.

Exemplos: imitações de peles, malha dupla, cobertores e tapetes.

Algumas fibras acrílicas suportam a limpeza a seco, embora usualmente se recomende a lavagem normal.
Podem ser lavadas à máquina (com água pouco quente); suportam secagem à máquina.
Utilize amaciador para reduzir a eletricidade estática. Dispensam o ferro normalmente.

Poliamidas.

Cifalon
Nylfrance
Náilon
Perlon
Perlenka
Tendrelle
Timbrelle
Nylsuisse

Resistentes;
Pouco absorventes;
Más condutoras do calor;
Não amarrotam;
Resistem à sujeira, ao mofo e às traças;
Têm tendência
para formar bolinhas;
Acumulam eletricidade estática.

Grande variedade
de estruturas e pesos.
Frequentemente
em combinação
com outras fibras.
Utilizadas em lingerie, forros,
vestidos.

Exemplos: ciré. imitação de peles, cetim, jérsei.

Podem ser lavadas à mão ou à máquina em água morna; na máquina, programa para tecidos delicados.
Utilize um amaciador para reduzir a eletricidade estática.
Passe a ferro a baixa temperatura.

Poliésteres.

Dacron
Terital
Terylene
Tergal
Terlenka
Trevira

Resistentes;
Pouco absorventes;
Maus condutores do calor;
Não amarrotam, não esticam, nem encolhem;
Resistentes à traça e ao mofo;
Mantêm as pregas vincadas a calor;
Acumulam eletricidade estática;
Têm tendência para formar bolinhas.

Grande variedade de tecidos de peso e construção diversa.
Utilizados em vestidos, conjuntos saia e casaco, vestuário esportivo, lingerie, forros, cortinas, linhas e como enchimento.

Exemplos: crepe, malha dupla, forros.

Os tecidos de poliéster são, na sua maioria, laváveis em água morna, à mão ou à máquina.
Seque à máquina ou lave e pendure.
Utilize um produto amaciador para reduzir a eletricidade estática.
Não passe a ferro ou faça-o apenas ligeiramente; para leves retoques, utilize o ferro a temperatura moderada.

Modacrilica.

Dynel
Teclan
Verel

Pouco absorventes;
Más condutoras do calor;
Não amarrotam;
Resistentes à traça e ao mofo;
Não provocam alergias;
Muito sensíveis ao calor;
Secam rapidamente;
Resistentes à chama.

Principalmente tecidos com pêlo alto.
Utilizadas em casacos, brinquedos de pelúcia, tapetes e perucas

Exemplo: imitações de peles


Elastómeros.

Lycra Spanzelle
Blue C. Elura.

Resistentes;
Elásticos;
Não absorventes;
Leves;
Podem amarelecer por ação da luz solar.

Tecidos leves, flexíveis;
Frequentemente empregados em combinação com outras fibras;
Utilizados em maiôs e roupa para esqui.

Laváveis à mão ou à máquina no programa para tecidos delicados.
Evite o uso da água sanitária. Lave e pendure ou seque à máquina.
Passe a ferro a baixa temperatura.

Normalmente, a fibra que está presente em percentagens mais elevadas dará ao produto uma predominância das suas características; uma mistura bem executada, porém, apresentará as qualidades desejadas de todas as fibras.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Corte e costura: Tipos de tecidos de fibras artificiais e seus cuidados.

Corte e costura: Tipos de tecidos de fibras artificiais e seus cuidados.

As fibras que não são naturais englobam quer as fibras sintéticas, que são obtidas completamente por processos químicos, quer as fibras artificiais, como o rayon e o acetato, que são obtidas a partir de polímeros naturais por processos químicos. O rayon foi a primeira fibra produzida artificialmente.

Características dos tecidos de fibras artificiais:


FIBRAS ARTIFICIAIS

Fibras e marcas comerciais

Características

Tecidos típicos e aplicações

Cuidados a ter

Acetatos.

Celofibre
Aceta
Seraceta
Dicel

Relativamente frágeis;
Medianamente absorventes;
Maus condutores do calor;
Têm tendência para amarrotar;
Tingem bem, mas podem perder a cor por ação atmosférica;
Resistentes à traça, não esticam e não encolhem;
Acumulam eletricidade estática.

Tecidos luxuosos, brilhantes, semelhantes à seda e com caimento excelente.
Utilizados em lingerie, vestidos, blusas e forros.

Exemplos: brocado, crepe, tofetá, renda, jérsei e tricô.

Podem normalmente ser lavados à mão ou à máquina, com programa para tecidos delicados.
Centrifugação e secagem a baixa temperatura.
Para passar a ferro os acetatos, regule a temperatura para fibras sintéticas; os acetatos fundem a alta temperatura

«Rayons» (Viscose).

Decora
Fibro
Sarille
Tenasco
Viloft
Vincel

Relativamente frágeis;
Absorventes;
Maus condutores do calor;
Tingem bem;
Amarrotam, encolhem ou esticam,
exceto quando tratados.

Tecidos com grande variedade de pesos.
Estrutura de sedosa a aspera.
Utilizados em vestidos, blusas, conjuntos saia e casaco, forros.

Exemplos: roupa branca e jérsei mate

Numerosos tecidos de rayon devem ser limpos a seco.
Alguns suportam lavagem com água pouco quente.
Pode utilizar água sanitária.
Passe a ferro a temperatura moderada.

Triacetatos.

Tricel
Tricelon
Trialbene

Relativamente frágeis;
Não amarrotam e não encolhem;
Tingem bem;
Mantêm as pregas vincadas a calor.

Tecidos leves.
Utilizados em roupa esportiva e saias com pregas permanentes.

Exemplo: tricô.

Lave à mão ou à máquina em água pouco quente.
Lave e pendure saias com pregas; seque à máquina outro tipo de vestuário.
Normalmente, necessitam de ser passados a ferro.



segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Corte e costura: Tipos de tecidos de fibras natural e seus cuidados.

Corte e costura: Tipos de tecidos de fibras natural e seus cuidados.
As fibras são os componentes básicos dos tecidos. Cada fibra transmite ao tecido com ela fabricado uma característica inerente à mesma. Embora a característica de uma fibra possa ser alterada pela estrutura do fio, pelo tipo e acabamento do tecido, a sua estrutura original é ainda evidente no tecido e constitui um fator determinante das aplicações deste e dos cuidados a dispensar-lhe.

As fibras naturais possuem as irregularidades e sutilezas inerentes a tudo o que é natural. Estas qualidades contribuirão para a beleza dos tecidos a partir delas obtidos.

O poder de absorção e a porosidade são igualmente próprios das fibras naturais, tornando-as sensíveis às variações de temperatura e de umidade e, por conseguinte, agradáveis de usar nas mais variadas condições climáticas. Características menos desejáveis são, por exemplo, a limitada elasticidade, principalmente do algodão e do linho, o que torna os tecidos com elas fabricados propensos às rugas.

O algodão, o linho e a lã existem como fibras relativamente curtas (algodão, 22-45 mm; lã, 50-120 mm, raramente até 400 mm; linho, até 500 mm).

Antes de se proceder à tecelagem, as fibras devem ser transformadas em fios por meio de um conjunto de operações que constituem a fiação. A escolha do processo de fiação a utilizar é função do comprimento da fibra. Os tecidos obtidos a partir das fibras mais compridas são os de melhor qualidade e designam-se por penteados, no caso do algodão, e por estambre ou penteado, no caso da lã. Esses tecidos, geralmente de preço mais elevado, são mais duráveis.

A fibra da seda é constituída por um único filamento contínuo e comprido obtido a partir do casulo do bicho-da-seda. As fibras curtas resultantes do desnovelar do casulo são fiadas e utilizadas para a produção de uma seda de toque áspero, designada por seda fiada.
Características dos tecidos de fibras naturais:

FIBRAS NATURAIS



Fibra e sua origem

Características

Tecidos típicos e aplicações

Cuidados a ter

Algodão.

Obtém-se a partir da semente do algodoeiro.

Resistente, mesmo quando molhado;
Absorvente;
Bom condutor do calor;
Amarrota-se facilmente;
Tinge com facilidade;
Encolhe, exceto quando devidamente tratado;
É atacado pelo bolor;
Perde resistência sob a ação da luz solar.

Tecidos versáteis em peso e estrutura.
Utilizados em vestuário de Verão e roupas de trabalho.

Exemplos: veludo cotelé, sarja, popelina, turco ou organdi.

Os algodões podem, na sua maioria, ser lavados; os de cores sólidas, em água quente; os outros, em água fria ou morna.
Centrifugação e secagem a uma temperatura elevada.
Quando as instruções o permitirem pode-se usar água sanitária.
Passe a ferro enquanto úmido.

Linho.

Obtém-se a partir da raiz da planta do linho.

Resistente;
Absorvente;
Bom condutor do calor;
Amarrota-se, a menos que seja tratado;
Difícil de tingir;
Tem uma certa tendência para encolher e esticar;
É atacado pelo bolor.

Os tecidos apresentam normalmente toque áspero e brilho natural.
São de peso variável, do muito leve ao pesado.
Utilizados em vestuário de Verão e também em roupa de casa.

Normalmente é limpo a seco para manter o aspecto rugoso.
Pode ser lavado, caso se prefira um tecido mais macio.
Como regra, encolhe com a lavagem.

Seda.

Obtém-se a partir dos casulos do bicho-da-seda.

Resistente;
Absorvente;
Má condutora do calor;
Não amarrota;
Tinge com facilidade, mas pode manchar;
Resiste ao bolor e à traça;
Perde resistência sob a ação da luz e da transpiração

Tecidos luxuosos e brilhantes de peso variável.
Utilizados em vestidos, blusas e forros.

Exemplos; brocado, chiffon, crepe, cetim, jérsei.

Normalmente limpa a seco.
Quando lavável, utilize um detergente suave e lave à mão.
Evite o uso de água sanitária.
Passe a ferro a baixa temperatura.

Lã.

Obtém-se a partir do velo dos carneiros.

Pouco resistente;
Excepcionalmente absorvente;
Má condutora do calor;
Amarrota pouco;
Fácil de tingir;
Necessita de tratamento antitraça;
Encolhe, exceto quando tratada.

Tecidos de peso, estrutura e textura variados.
Utilizados em camisolas, vestidos, saias e casacos.

Exemplos: crepe, flanela, gobardina, tweed e jérsei.

Limpa a seco, geralmente.
No caso das camisolas, muitas suportam a lavagem em água morna, caso se utilize um detergente suave; não devem ser torcidas.
Não utilize água sanitária.
Algumas lãs podem ser lavadas à máquina (desde que tenham um tratamento adequado) seguindo-se as instruções.



sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Corte e costura: o que veremos no Módulo Tecidos

Corte e costura: o que veremos no Módulo Tecidos

Itens que veremos a seguir no Módulo a respeito de Tecidos no corte e costura:

Fibras naturais,
Fibras sintéticas e artificiais,
Os fios de que são feitos os tecidos,
Tecidos obtidos por tecelagem,
Malhas
Outras estruturas de tecidos,
Acabamento,
A compra do tecido,
Quantidade necessária de tecido,
Acerto do desenho,
Colocação do motivo,
Disposição num único sentido (com preceito) e
Dificuldades na utilização de tecidos.



quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Corte e costura: O que significam as marcações presentes nos moldes.

Corte e costura: O que significam as marcações presentes nos moldes.
Todas as peças do molde apresentam marcações que, no seu conjunto, constituem uma espécie de "linguagem", indispensável para proceder com exatidão em todas as fases do trabalho.
Observe cuidadosamente as marcações; cada uma delas tem um significado especial. Algumas referem-se a alterações. No molde do corpo, por exemplo, a linha dupla serve de guia para aumentar ou reduzir.
Utilizam-se outras marcações para a junção das partes que devem ser unidas. Mesmo a numeração existente nas peças é importante, pois indica a ordem a seguir no trabalho. As marcações a seguir apresentadas são comuns à maioria dos moldes.

Os tipos de marcações utilizadas nos moldes para o corpo (frente) :




Linha de corte.
Linha exterior a cheio. Pode aparecer também na parte interior do molde para designar a linha de corte para um modelo mais curto, um decote mais fundo, etc.
Linha de costura.
Indicada por uma linha tracejada, Situa-se normalmente a cerca de 15 mm da linha de corte, embora esta medida possa variar.
Pequenas setas.
Utilizadas em alguns moldes para indicar o sentido em que se deve costurar. Noutros moldes, o desenho de um pé calcador tem a mesma finalidade.
Indicação para aumentar ou reduzir as dimensões.
A linha dupla indica o local onde proceder a alteração.
Sinais de encontro.
Marcas em forma de losango utilizadas para a junção rigorosa das peças. Pode aparecer uma ou mais marcas; nas peças a unir, o seu número e localização são condizentes.
Círculos (por vezes também quadrados ou triângulos).
Marcas igualmente destinadas a auxiliar a junção de peças que devem ficar unidas. Também utilizadas para designar certos detalhes de construção ou o final de uma costura.
Neste último caso, a costura terminará no centro da marca.
Colchete com setas.
Marca indicativa de que a linha exterior fina deve ser colocada exatamente sobre a dobra do tecido,

Pinças ou Pences.
As linhas tracejadas (linhas de costura) encontram-se num ponto. Em alguns moldes existe também uma linha central, a cheio, indicando a linha de dobra da pinça.

Os tipos de marcações utilizadas nos moldes para saias (costas)



Saia A (costas)
Posição do zíper.
Indica a localização do zíper; as marcações em ambas as extremidades indicam a medida exata do zíper a utilizar.
Centro da frente, centro das costas.
Indicados por uma linha de costura (como neste caso), uma linha de dobra ou uma linha a cheio; apresentam sempre uma identificação clara.
Marcações do correr do fio.
Linha reta terminando em pontas de seta; deve ser colocada na direção do correr do fio.

Linha da bainha.
Comprimento recomendado para a peça de vestuário. (Se não houver qualquer indicação de linha de bainha, as respectivas instruções encontram-se no extremo inferior do molde.)