quarta-feira, 29 de julho de 2015

Corte e costura - A escolha do feitio (tipo de modelo)

Corte e costura - A escolha do feitio (tipo de modelo)
A escolha do feitio.
Para combinar o feitio e o tecido de modo a obter o efeito que mais a favorece, torna-se necessário utilizar habilmente quatro elementos: a linha, o detalhe, a textura e a cor. Embora nada possuam de misterioso, cada um deles tem o poder de criar ilusões. Em conjunto ou isoladamente, podem dar ou tirar altura, aumentar ou reduzir aparentemente a figura.

Nos próximos tópicos serão apresentados exemplos dos referidos efeitos ilusórios. Para tirar partido destes efeitos, há que proceder a uma análise realista da sua estatura e do seu tipo de figura (conforme explicamos há alguns tópicos atrás) e decidir quais as características que pretende realçar ou, pelo contrário, disfarçar.
Neste domínio são poucas as regras; a decisão terá de ser sobretudo pessoal.

De um modo geral, o equilíbrio é sempre um objetivo a alcançar e que se consegue minimizando ou neutralizando qualquer característica exagerada. Quadris largos podem ser compensados, numa peça de vestuário, por uma maior largura na zona dos ombros.
Basicamente, há duas formas de procura de equilíbrio: uma, formal, em que as duas metades de um dado feitio são idênticas, e outra, informal, em que as duas partes referidas não são semelhantes, embora haja um certo equilíbrio visual. As linhas verticais são exemplo de equilíbrio formal; as diagonais, de equilíbrio informal.

Outro objetivo igualmente importante é a harmonia — a relação, esteticamente agradável, entre todos os elementos. A harmonia é essencialmente uma questão do sentido do que é apropriado — um sentido de quais as características que se combinam entre si e se integram no conjunto. Alguns exemplos negativos poderão tornar a ideia mais explícita. O efeito confuso, desagradável, que resulta, por exemplo, de um modelo complicado, com muitos cortes, confeccionado num tecido de padrão também complicado.

Por muito cuidadosa que seja a sua escolha em relação àquilo que considera como os seus pontos fortes e fracos, dois outros aspectos influirão, por certo, nas suas decisões. Um é a moda do momento, outro as suas preferências pessoais. Há que saber conjugá-los em seu próprio proveito.
Considere a cor e a textura, por exemplo. Se a cor da moda não favorece a sua figura, utilize-a para acentuar um dos seus pontos fortes.

De entre as tendências da moda, escolha apenas aquelas que lhe agradam e a favorecem. Modifique a largura ou o comprimento da saia em função da sua figura e das suas preferências. Lembre-se de que aquilo que a favorece produz sempre melhores resultados do que o que é simplesmente novidade. Sempre que adotar um novo estilo, siga esta regra: antes de comprar uma peça de vestuário cujo feitio seja acentuadamente diferente de tudo o que já usou ou experimentou, analise-a com espírito crítico.

Se um grande número de possibilidades de escolha a fazem sentir-se confusa, procure no seu guarda-roupa as peças de vestuário que sempre vestiu com prazer e que mereceram elogios. Analise as suas linhas, detalhes, cores e texturas e procure estilos semelhantes.


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